Não é de hoje que existem pessoas com ambições materiais maiores do que as que realmente cabem em seus respectivos bolsos. Nomes e exemplos à parte, manterei minha integridade sobre isso e a minha neutralidade nesse post, ou tentarei. Do alto do meu conhecimento de pouco mais de uma década, só encontrei um tipo de pessoa que se enquadra nessa categoria e que consegue ser mais desprezível que a primeira: a pessoa arrogante.
O mundo e a sociedade moderna tratam o indivíduo como uma fonte infinita de vontades e direitos de consumir tudo e todos de todas as formas possíveis, desde que a mídia consiga empurrar seus produtos e manias garganta à baixo de pessoas com mentalidade fraca.
Meu círculo de amizades é seleto e escolhido a dedo, não vejo grandes variações nos padrões pessoais, sociais e financeiros dentre meus amigos. Vez ou outra surge alguém com um padrão menor do que o permitido pelo ambiente em que vive. Pessoas assim, não abrem espaços interessantes e proveitosos na sociedade. Talvez, o problema não esteja na parte financeira de pessoas como essas. Mas sim na parte que é deficiente de modéstia e bom senso para conhecer e desbravar apenas o ambiente ao qual pertence. Admito que talvez minha visão seja um tanto quanto preconceituosa, e que talvez eu esteja errada. Mas julguem da maneira que bem entenderem, escrevo aqui exatamente com o propósito de divulgar minhas opiniões e não de dar importância para o que pensam sobre as mesmas. Mas, de qualquer forma, admito que as pessoas devem possuir ambição e vontade de melhorar de vida. Mas até que ponto isso é aceitável? Às vezes, o meio que te cerca, por mais rico e fino que seja, dá mais importância para o que você guarda dentro da essência do que para o celular que está em suas mãos ou o tênis que você calça.
A sociedade em que vivemos é hipócrita o suficiente para nos empurrar produtos dos mais variados gêneros, piadas de mal gosto e outras coisas de péssima qualidade e depois se achar no direito de julgar por alguma outra atitude impensada ou calculada dos seus fiéis compradores. Um ótimo exemplo da hipocrisia brasileira é o que anda acontecendo com Rafinha Bastos, e acho uma enorme falta de consideração com todo o trabalho que ele comanda por trás do programa de jornalismo ''A Liga'' da TV Bandeirantes. Ok, ''ele se contradiz. No CQC diz uma coisa, e no ''A Liga'' outra.'' Ok. Certo. Você também se contradiz e diz coisas com um grau de gravidade muito maior que o dele e não há empresário algum ou advogado algum querendo te colocar na cadeia e tirar R$100.000,000 do seu bolso. O povo brasileiro tem que aprender a ser isento de alguns comentários antes de criticar alguém da mídia. Ele é de mídia, deveria ter tomado cuidado, admito e aceito isso. Mas tantas outras pessoas mais influentes do que ele já disseram coisas muito mais nojentas e nenhuma delas sofreu o que Rafinha Bastos está sofrendo hoje.
Já disse e ouso repetir: o povo brasileiro é hipócrita, sujo e falso. Critica tudo e todos, mas assim que alguém aparece com comentários ácidos porém verdadeiros, já quer colocar no canto, de castigo. Como se dissesse ''você é verdadeiro demais, estragou a brincadeira. Já pro cantinho da vergonha.''. Punição social, sociologia básica. Qualquer um daqueles políticos - exceto o vergonhoso ''Tiririca'', deputado mais eleito de 2010 - tem uma noção mais do que básica disso. E ainda assim, se mantêm nesse jogo sujo.
Qual é a brincadeira, Brasil? Vocês vão esconder a sujeira embaixo do tapete e das suas máscaras perfeitamente nojentas até quando?